Instagram sem likes é o fim do mundo?

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Anne Duarte
19/07/2019

 

Assim como já acontece no Canadá, desde maio de 2019, essa semana o Instagram atualizou sua plataforma aqui no Brasil desativando a visualização de curtidas para seus usuários. Mesmo já sendo esperada, essa mudança dividiu opiniões.

Em nota a rede social afirmou que o objetivo da medida é que o conteúdo compartilhado volte a ser mais criativo e relevante, ao invés de meramente competitivo (como vinha se apresentando). “Nós queremos que os seus seguidores foquem no que você compartilha, não em quantas curtidas seus posts têm”, afirmou a equipe do Instagram.

Apesar da medida ser focada em questões de saúde populacional, a empresa ainda está em fase de estudo quanto à reação e aceitação de seus usuários. De qualquer forma, o fim dos likes pode ser muito bem-vindo para as contas, já que o intuito é valorizar de fato o conteúdo criado.

Afinal, como a ausência de likes pode impactar empresas?

Na realidade, essa nova definição não deve ser tão relevante para os perfis comerciais. Apesar de estarem ocultos para o público, o gerenciador da conta ainda terá acesso ao total alcançado em cada publicação.

As marcas também notarão que métricas menos visadas anteriormente, como o número de vezes que uma publicação foi salva ou mesmo a quantidade de impressões, começará a conquistar mais relevância. Vale lembrar também que o Stories nunca expôs as informações de audiência aos seguidores do perfil que realiza a publicação e, desde que foi lançado, é um sucesso.

Ainda sobre o “valor” das curtidas, vivemos a experiência de acompanhar a foto de um ovo batendo número recorde na rede. O que para alguns foi uma forma de protesto à dependência criada pelos likes, na realidade, evidenciou a pressão vivida no meio digital e como se tornava prejudicial para a saúde mental das pessoas envolvidas.

Em paralelo à atualização, algoritmos foram otimizados para combater os inúmeros bots e contas falsas que aumentavam facilmente a audiência, não representando o real desempenho do conteúdo.

Agora, há esperança para acreditar que os usuários notarão em breve uma melhoria na produção de conteúdo. Além disso, o foco na informação compartilhada deverá crescer, tornando as marcas ainda mais relevantes pelo que abordam e não única e exclusivamente pelo hábito de seguir a massa.