Representatividade importa: dentro e fora

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Por Dane Gomes
20/07/2018

A temática de diversidade e inclusão esteve ainda mais em alta no último mês. Afinal, junho marca mundialmente o mês do orgulho LGBT+, que é datado no dia 28. Com a pauta quentinha e muitos arco-íris aparecendo nas ruas – e timelines, agências e marcas se viram impelidas a buscar maneiras de participar do assunto. Fosse para mostrar seu posicionamento ou, simplesmente, fazer parte da conversa.

Entendendo o movimento:

Se considerarmos que o público está cada dia mais crítico e buscando entender o que há por trás da cortina das campanhas, bem como, das políticas internas das marcas, a vontade de entrar nessa “discussão” é mais que compreensível.

Alguns dados que ajudam a entender o cenário: o Estudo Global Edelman Earned Brand 2017  aponta que 62% dos brasileiros consomem ou boicotam marcas baseados na posição das mesmas quanto a questões sociais e políticas. Além disso, mostra também que 32% dos consumidores no Brasil consomem ou boicotam marcas há mais de três anos. Já o Oldversity, estudo da Croma Solutions, revelou que 72% dos entrevistados não acreditam na autenticidade de marcas quanto ao tema diversidade.
Ou seja: se antes, praticar a inclusão de sexualidade, gênero, raça e, também, de demográfico não estava nos planos de marcas e agências (tanto para sua publicidade, quanto para suas contratações), hoje, isso é uma necessidade e uma realidade. Afinal, entender a diversidade do público torna nossa comunicação mais plural e mais distante dos estereótipos.

Mas aí reside uma questão: é verdade que a representatividade importa, mas ela é pra dentro ou pra fora? Bem, só há uma resposta certa: ambos! É preciso agir, tanto quanto se apresentar. É necessário estar preparado para ser questionado e para debater.

Fazendo parte do movimento:

A Syngenta Brasil é uma pioneira em seu setor quando se trata do universo digital. Sua proposta nas redes sociais consiste em criar oportunidades de diálogo com o público urbano. Seu o desafio está em apresentar os assuntos relacionados ao universo agro de forma clara e objetiva.

Foi com um histórico de inovação e busca pelo diferente que a marca lançou em seus canais de Facebook, Youtube e Instagram um vídeo em homenagem ao Dia Mundial do Orgulho LGBT+, aliando seu posicionamento interno à história de uma de suas colaboradoras sobre sua vida e seu relacionamento.

Olha só a história da Ilana Joseph, Gerente de Recursos Humanos da Syngenta:

Com boa penetração no público que, majoritariamente, deu suporte e parabenizou a ação, o vídeo chegou a mais de 1.3 milhões de pessoas. Os comentários e discussões gerados em torno do tema foram desde entender o posicionamento interno da empresa, até o compartilhamento de histórias pessoais de usuários que se sentiram representados.

Essa ação é resultado do trabalho em conjunto com a Equipe de Digital da Syngenta Brasil. Raony Araújo, Gerente de marca e engajamento digital, descreve como esse trabalho se deu internamente na empresa:

É preciso admitir que o agronegócio é um setor tradicionalmente mais conservador que outras áreas. Alguns assuntos que já são parte do dia a dia de muitas empresas ainda carregam um resquício de sensibilidade quando abordados por uma empresa como a Syngenta. O debate sobre a comunidade LGBT+ é um exemplo disso. E uma solução que encontramos para alcançarmos os tempos atuais ao mesmo tempo em que endereçamos essas preocupações foi humanizar essa discussão, trazendo a história de uma colaboradora que se identifica como LGBT+. A forma direta e corajosa como a trajetória da Ilana foi contada fez toda a diferença, assim como a maneira que encontramos de levar esse conteúdo para nossas audiências de interesse. E a resposta extremamente positiva do público interno e externo não poderia ter sido melhor e abriu espaço para continuarmos abordando o assunto e fazer nossa parte para criarmos um ambiente mais inclusivo. 

É claro que ainda há um longo caminho a ser percorrido, muitas barreiras para passar e outras tantas portas de armário a serem escancaradas. Afinal, não se pronunciar, tanto quanto “expor suas cores”, também é um posicionamento. Porém, é assim que a publicidade, as agências e as marcas poderão se tornar mais inclusivas – seja em suas políticas internas, seja em suas campanhas e ações.

E aí, vamos nos encontrar além desse arco-íris?

PS: hoje, o time de colaboradores da Silo é composto por 1/3 de pessoas LGBT+! 🌈